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Empresas de tecnologia e a prevenção do suicídio #GEPeSPComenta

O suicídio definitivamente entrou para as agendas de preocupações de diferentes governos e instituições. Entre estas, as empresas de tecnologia e redes sociais tem se esforçado para criar ferramentas de prevenção do suicídio, bem como filtros específicos para determinados conteúdos que podem ser danosos.

O caso mais recente é o do Twitter. Após uma série de homicídios cometidos por um serial killer (1), utilizando o microblog para rastrear usuários com pensamentos suicidas, a empresa divulgou um conjunto de alterações em sua política de uso como forma de prevenir esse tipo de utilização do site (2). Outras empresas tem ferramentas semelhantes, como o Facebook (3) e o Google (4).

Mas a utilização de ferramentas de prevenção ao suicídio não é uma realidade em todas as companhias de tecnologia. O buscador da Microsoft, o Bing, foi acusado pelo site MSPoweruser de disponibilizar de maneira facilitada diversos meios de suicídio e conteúdos relacionados. Estudo realizado em Taipei(5) revelou que as taxas de suicídio da cidade possuíam correlação forte com os montantes de buscas aos termos “como se matar”.

É inescapável que a Microsoft realize uma discussão interna sobre formas de prevenir o suicídio dentro de seus sites, e que esses esforços possam ser divulgados de maneira transparente para seus usuários.

 

*Aqui um link em português sobre o caso:

https://olhardigital.com.br/noticia/buscador-bing-nao-possui-ferramenta-para-evitar-suicidios/72450

 

Fontes:

  1. https://www.theguardian.com/world/2017/nov/01/japanese-man-killed-nine-victims-over-two-months-say-reports–takahiro-shiraishi
  2. https://www.maistecnologia.com/twitter-adopta-medidas-combate-ao-suicidio/
  3. https://tecnoblog.net/197131/facebook-prevencao-suicidio-brasil-cvv/
  4. https://tecnoblog.net/19606/google-quer-prevenir-suicidios-auxiliados-por-suas-buscas/
  5. YANG, A. C. et al. Association of Internet search trends with suicide death in Taipei City, Taiwan, 2004-2009. Journal of Affective Disorders, v. 132, n. 1–2, p. 179–184, 2011.