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Permanecendo vivo

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Pensar formas de prevenção é a melhor estratégia para reduzir índices de suicídio. Entre 1937 e 1971, das 515 pessoas que tentaram suicídio na Ponte Golden Gate, em São Francisco, nos Estados Unidos, 94% estavam vivas em 1978. Um sinal de que uma nova tentativa pode ser evitada. Muitas vezes elas partem de uma atitude impulsiva e esforços para reduzir acesso a meios de suicídio podem ajudar na redução dos números. O governo pode desempenhar papel determinante.

Na Coréia, por um tempo pesticidas foram um dos meios mais utilizados. Quando o governo alterou as políticas de acesso e proibiu a venda de determinados produtos, houve declínio nos números de suicídio e não alterou a expansão agrícola do país. Outra ação importante é a restrição a pequenas doses de remédios que possam ser letais. Entretanto, a medida mais eficaz é a de limitar o acesso a armas de fogo. Metade das pessoas que cometem suicídio nos EUA utilizam esse método, sendo a taxa para esse tipo de morte no país o dobro da registrada na Grã Bretanha, que tem política de acesso a armas com mais obstáculos.

A mídia também pode cumprir papel decisivo. Segundo pesquisadores, quando o ator Robin Williams se matou, em 2014, o método utilizado, amplamente divulgado e detalhado pela imprensa, foi utilizado em mais de 1.800 suicídios. Os jornalistas devem cobrir esses e ventos com moderação e menos detalhamento. Muitos dos 800 mil suicídios todos os anos são de pessoas que agiram precipitadamente, outras poderiam ser salvas com políticas de saúde, mercado de trabalho e restrição a armas, bebidas e medicamentos.

As informações são de matéria publicada pelo The Economist, que pode ser lida em inglês clicando aqui.