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GEPeSP participa do 1º Congresso das Classes Policiais Civis do Paraná

O Sindicato das Classes Policiais Civis realizou o seu primeiro congresso, em Curitiba, e teve como tema central o adoecimento laboral do policial civil e suas consequências. O evento ocorreu nos dias 05 e 06 de dezembro, na Escola Superior da Polícia Civil. A socióloga e coordenadora do GEPeSP Dayse Miranda foi convidada para apresentar conferência sobre o “Suicídio Policial: um desafio para as políticas públicas e institucionais”.

Em entrevista à assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança do Paraná, Dayse Miranda esclarece que as mortes por suicídio e tentativas de suicídio ainda são um tabu. “O problema não é reconhecido como um tema de agenda pública no Brasil. Isso, além de comprometer um estudo mais aprofundado sobre o assunto, limita a elaboração de políticas públicas voltadas à saúde mental de policiais a partir de dados empíricos confiáveis”.

A coordenadora do evento, Valquiria Gil Tisque, disse que o congresso busca, a partir da academia, “propostas e soluções para a falta de assistência estrutural e psicológica para os policiais, que tanto se expõem para proteger a sociedade”. E se faz urgente. Segundo os dados do 13° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de suicídios entre policiais (104) no Brasil no ano de 2018 superou o número de agentes mortos em serviço (87).

Além disso, o Boletim de Notificações de Mortes Violentas Intencionais e Tentativas de Suicídios entre Profissionais de Segurança Pública no Brasil, publicado pelo GEPeSP em 2019, mostra que 25% dos casos relatados envolvendo policiais civis no país são homicídios seguidos de suicídio, e o cargo mais vulnerável ao comportamento suicida são os de inspetores de polícia. O estado do Paraná ocupa a terceira posição no ranking de mortes por suicídio de policiais civis e militares no país.